O Banco Central do Brasil lançou hoje, 3 de fevereiro, a segunda família de cédulas do real. Os novos modelos irão substituir as notas atuais, que são usadas desde 1994, ou seja, há 15 anos. O projeto das novas cédulas vem sendo desenvolvido desde 2003, tendo como lema " O Real Ficou ainda Mais Forte". Algumas coisas foram mantidas, como as cores e os animais que ilustram as cédulas, mas houveram diversas mudanças, como a variação do tamanho de acordo com o valor e a mudança no visual.
Essa mudança foi principalmente motivada pelo grande número de notas falsas, em que as cédulas são "lavadas" em um processo químico e reimpressas com valor maior. Com essa mudança de tamanho, não será mais possível que aconteça enganos como esse. Essa nova tecnologia já é usada em diversos lugares do mundo, como no dólar e no euro.
No visual, ocorreu uma grande mudança, como na parte da frente da nota, que não está tão preenchida como antigamente. O valor da nota agora também aparece do lado direito da cédula e têm em seu lado esquerdo figuras do habitat do animal que está impresso em sua respectiva cédula: a nota de 100 traz uma lateral com figuras relativas ao mar, ilustrando um habitat da garoupa. Houveram mudanças nas ilustrações dos animais, que estão agora na horizontal e em imagem tridimensional. As cédulas também vão proporcionar facilidade para os deficientes visuais, que tinham muita dificuldade em reconhecer valores nas notas. Agora as cédulas contam com marcas tatéis em relevo.
A nova família de cédulas do real deve chegar às mãos dos brasileiros a partir de abril e maio, sendo estreiadas inicialmente as notas de 50 e 100 reais, que são as que concentram 95% das falsificações. Mais tarde, no primeiro semestre de 2011, começam a circular as novas notas de 20 e 10 reais, e em dois anos, todas as notas já estarão no mercado. Estima-se que todas as cédulas usadas atualmente sejam 100% substituidas em 2013 ou 2014. O presidente do Banco Central garante que a troca será ocorrida "naturalmente", de acordo com o desgaste das mais velhas. "As duas famílias - a velha e a nova - vão conviver. Não é necessário que a população vá ao banco trocar as notas.", afirma ele.
Confira as novas células:
